A poesia é a língua materna da humanidade,
repetem, pela espiral dos tempos, os instruídos
Nos entretantos,
nós,
que só entendemos do desterro,
que por desespero, mastigamos e engolimos
dez línguas, dez madrastas, dez gramáticas e dez poéticas,
nós aprendemos sobre os vossos pronomes possessivos:
nossas as deslínguas, desmães, desgramáticas e despoéticas;
vossos os desditos, os desmandos e a disgrama da palavra
– déspota